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Relatório do julgamento do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2022

novembro 03, 2022
Relatório do julgamento do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2022

A evolução e a mudança marcaram a décima edição do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde do começo ao fim. Este ano, a premiação apresentou uma nova imagem, novos temas e, em geral, o sólido interesse em ampliar o horizonte e exaltar não só o jornalismo de saúde e ciência, mas também coberturas que abordam esses temas a partir do seu impacto econômico, político e social, e com enfoques humanos, includentes e inovadores.

O objetivo foi alcançado. Os trabalhos jornalísticos selecionados como vencedores, finalistas e com menções honrosas este ano são uma mostra do alcance que a cobertura de saúde e ciência pode ter ao se integrar com outras investigações. Isso foi o que vimos nessa seleção final dos trabalhos que cobrem a saúde a partir dos riscos e desafios da imigração, dos direitos sexuais e reprodutivos, do meio ambiente e crise climática, do conflito armado de um país, entre outros.

O jurado do Prêmio Roche 2022 e a equipe da Fundação Gabo – como a Secretaria Técnica da premiação – fizeram quatro sessões de avaliação e seleção virtuais, de 28 de setembro a 1º de outubro, para escolher os trabalhos finalistas e vencedores nas categorias deste ano: Jornalismo Sonoro, Cobertura Diária e Jornalismo Digital, assim como o trabalho jornalístico vencedor da menção honrosa em Jornalismo de Soluções.

Esta edição do Prêmio Roche recebeu 701 inscrições de 19 países da América Latina entre 28 de março e 27 de junho de 2022. A esta etapa final de seleção chegaram 40 trabalhos em Jornalismo Digital, 21 de Cobertura Diária, 16 em Jornalismo Sonoro e 16 trabalhos em menção honrosa em Jornalismo de Soluções, depois da pré-seleção feita pelo préjurado deste ano.

Durante as sessões de avaliação do Prêmio Roche 2022, os membros do jurado analisaram com profundidade as características dos trabalhos jornalísticos na etapa final, baseados nos critérios de avaliação da premiação: qualidade narrativa, tratamento contextualizado e com domínio técnico do tema, enfoque socialmente relevante do tema, apuração e investigação próprias e completas, independência e valores éticos profissionais refletidos no trabalho, e diversidade geográfica. Compartilhamos aqui as reflexões dos jurados:

Impacto, autocrítica e reflexão: as histórias sonoras da décima edição

O dinamismo na divulgação da informação e o uso idôneo de diferentes formatos foram dois pontos importantes na avaliacao de Mar Abad e Guilherme Alpendre, membros do jurado da categoria Jornalismo Sonoro, por serem características significativas no resultado dessas coberturas jornalísticas e sua conexão com os diferentes tipos de público.

“Não pode ser igual o resultado final de um trabalho jornalístico exclusivo para rádio que a produção feita para ser veiculada em um podcast”, comentou Guilherme Alpendre, jornalista brasileiro.

Essa variedade de dinâmicas e formatos é evidente na seleção que o jurado fez nesta etapa final com os trabalhos “Revolta da Vacina” e “La ruta natural” como finalistas, “Venezuela: La epidemia de salud mental”, como menção honrosa em “Desafios do atendimento sanitário”, e “La refugiada”, como vencedor da categoria.

Os avaliadores se inclinaram pelo último trabalho imediatamente e a sua escolha como o melhor foi unânime. A jornalista espanhola Mar Abad destacou a investigação longa por trás do episódio Las Raras Podcast, assim como o valor do tema escolhido. “O aborto, a insegurança, a gravidez, as mulheres, são problemas universais, eternos. Acho que são muito importantes e ao final estão falando de ciência, de um tema social e cultural”, comentou a diretora editorial do selo de podcast El Extraordinario. “Esta história abre nossos olhos e nos tira do nosso egoísmo, da nossa bolha, daqueles que tem a sorte de viver com sistemas de saúde relativamente bons”.

Mauricio González, assessor médico da décima edição do Prêmio Roche, assegurou que este trabalho e o que recebeu o reconhecimento pela abordagem ao tema “Desafios do atendimento sanitário”, o impactaram como profissional da saúde pelos temas abordados, os formatos utilizados, a maneira com que divulgaram a informação e a qualidade dos dados científicos.

“Que bom que estão dando visibilidade a um tema no qual já estamos saturados, mas não está plenamente definido em todos os estratos sociais de maneira justa”, disse o especialista sobre “La Refugiada”.

Guilherme Alpendre, por sua vez, identificou algumas recomendações para as coberturas jornalísticas pela ótica da qualidade de som em sua avaliação do podcast. O jornalista brasileiro se referiu “à importância da musicalização desses trabalhos sonoros para o impacto que se pretende ter no público” e recomendou “não cair no óbvio no momento de identificar a música apropriada”, apoiando-se em designers de som ou especialistas que possam dar um toque extra aos trabalhos.

Além disso, lembrou da preocupação que se deve ter ao cobrir histórias como a deste episódio de Las Raras Podcast “para não cair em homenagens, nem reverências a certos personagens”. Ainda assim, celebrou a decisão de selecionar este trabalho chileno como vencedor da categoria, porque é uma forma de avançar para outros assuntos no pós-pandemia. “Queríamos demonstrar ou mostrar com esta decisão que seguimos em frente, além da pandemia. Foi muito difícil cobrir a pandemia e fizemos o melhor que pudemos, mas sigamos em frente”, disse.

Entretanto, a cobertura da COVID-19 está nesta categoria com os dois trabalhos finalistas, que tratam o tema com enfoques opostos, mas com um objetivo em comum: atacar a desinformação. Para o jurado, os trabalhos aportam criatividade e originalidade para a seleção final.

“Acho importantíssimo e crucial ressaltar trabalhos orientados a atacar a desinformação”, refletiu Mar Abad, que recomendou aos jornalistas latinoamericanos serem muito mais críticos com o tratamento dado à informação, para assim reivindicar a importância da ciência, da boa informação e do cidadão crítico.

Para Guilherme Alpendre, “La ruta natural” mostra as bondades da ciência, mas também os erros do jornalismo ao cobri-la, sendo um trabalho de autocrítica importante para a reflexão sobre este ofício. Por outro lado, a conexão de “Revolta da vacina” entre o ocorrido em 1904 e a pandemia da COVID-19 dá força histórica ao trabalho para mostrar o que fez o governo brasileiro durante o início da pandemia, à luz dos antecedentes e do combate a outra pandemia no passado.

“Se você estuda história, entende o presente e pode fazer projeções sobre o futuro”, afirmou Mar Abad.

A relevância dos temas de saúde no trabalho diário do jornalismo

O interesse de Alejandro Valdez e Mariana Varella, jurados da categoria Cobertura Diária, em incluir na seleção final trabalhos que realmente apresentaram o trabalho cotidiano em torno de um tema específico, que foram consumidos em doses diárias pelos seus públicos, foi primordial e felizmente identificado nos trabalhos selecionados como finalistas, menção honrosa e vencedor.

O jornalista paraguaio refletiu sobre a dificuldade em equilibrar a cobertura de temas de saúde com outras áreas de investigação. Por exemplo, ao cobrir a corrupção no sistema de saúde de um país, o balanço entre ambos temas pode ser perdido no momento de contar a história, inclinando-se mais ao âmbito da corrupção, deixando de lado o lado sanitário. Entretanto, na avaliação dos trabalhos, foram encontrados muitos temas relevantes para a saúde na América Latina.

Levando em conta a característica do ritmo de publicação diária dos trabalhos inscritos nesta categoria, o jurado buscou histórias impactantes e acessíveis ao público, e encontrou essas qualidades representadas em “O caso Prevent Senior”, um trabalho jornalístico relevante que vai do original ao global, e além disso “é um exemplo de como as fake news podem ser combatidas com investigação e jornalismo clássico, e não apenas com fact-checking”, indicou Alejandro Valdez.

“O trabalho sobre a Prevent Senior (…) mostra um caso complexo que vai sendo construído no dia a dia. É um dos casos de cobertura diária mais tradicionais e específicos na categoria, porque vai oferecendo uma narrativa de algo que está em andamento em tempo real”, continuou o paraguaio.

Por sua vez, Mariana Varella destacou a “grande repercussão” deste trabalho da GloboNews no Brasil, ao estimular a abordagem do tema em outros meios e ao se converter em um material usado na investigação das autoridades sobre as ações do governo federal durante a pandemia.

Além da cobertura da pandemia, os trabalhos selecionados como finalistas e com menção honrosa nesta categoria apresentaram muita qualidade narrativa e de depoimentos para apresentar a saúde por outros ângulos, como o meio ambiente.

Sobre “Los niños con plomo de Cerro de Pasco esperan justicia”, Alejandro Valdez disse que “o trabalho consegue costurar vários depoimentos e se contextualiza muito bem não apenas a nível local, mas também global”, e destacou “a narrativa humana, assim como a contribuição da fotografia do trabalho. Conecta o meio ambiente com a saúde e nos mostra as consequências que vão além do tradicional, como os problemas de aprendizado”.

No caso de “Morir a la espera de un riñón: el limbo de los niños venezolanos que necesitan un trasplante”, o jurado valorizou o potente trabalho de edição feito para o leitor acessar melhor o tema, com um panorama completo da situação.

A criatividade apresentada nas histórias desta categoria também é encontrada no trabalho escolhido para a menção honrosa no tema “Desafios do atendimento sanitário”: “El desplome de la Línea 12 y la salud mental: las otras heridas”, por envolver a saúde mental no tema de reparação de vítimas e o acesso a esse tipo de serviço de saúde.

Cobertura de saúde a partir da imigração, crise ambiental e reparação de vítimas com enfoques digitais

Um bom equilíbrio na qualidade dos trabalhos jornalísticos que chegaram à instancia final da categoria Jornalismo Digital foi identificado pelo jurado, com histórias que mostram um amplo crescimento de apuração, edição, design gráfico, enfoques originais e temas com alcances além do local.

“Custou para mim escolher quem ficaria de fora, pois há muitos trabalhos bons. Houve alguns que, mais que jornalísticos, pareciam que poderiam ser usados como divulgação do tema em seus lugares de origem ou publicação,” disse Gabriela Warketin, jurada da categoria, que aproveitou para destacar “o bom jornalismo jovem que está sendo feito na América Latina, especialmente em países como México, com coberturas originais e interessantes”.

O trabalho mexicano “Redes migrantes en la pandemia” foi escolhido como o vencedor da categoria ao ser considerado por Warketín e o brasileiro Pedro Doria como o mais completo da seleção, com uma investigação sólida, muito mais ampla, que mostra uma equipe forte em termos investigativos e que inclusive tem traços de jornalismo de soluções, ao contar as ações e estratégias dos protagonistas para enfrentar e resolver certas adversidades.

Um dos objetivos do Prêmio Roche a partir desta décima edição é fortalecer a cobertura dos temas de saúde e ciência a partir de outros olhares, e o trabalho “Cicatrices sin sanar: Historias, cuerpos y mentes marcadas por la desaparición en Colombia”, finalista nesta categoria, é uma mostra de que é possível conseguir essa sinergia.

Para Pedro Doria, este trabalho colombiano “é uma história com muita dor e com uma abordagem original ao falar sobre os desaparecidos de uma guerra civil e os efeitos na saúde mental das famílias”, convertendo-se em um novo ponto de vista do jornalismo para a saúde mental.

O jurado desta categoria também destacou a evolução do jornalismo de dados no trabalho finalista “Engolindo Fumaça”, que detectou a trajetória da fumaça dos incêndios na Amazônia em um mapa, que cresceram durante a gestão do atual governo brasileiro.

Mas a equipe de autores não ficou apenas na aplicação do jornalismo de dados. Além disso, “fizeram um trabalho de aproximação às vítimas das queimadas e às doenças respiratórias causadas pelo fogo”, segundo Doria. “O tema das queimadas é comum e se fala dele toda hora, mas não é tão comum escrever sobre os efeitos delas. Então é original como enfoque e é original como jornalismo de dados”, continuou o brasileiro.

A criatividade nos enfoques dos temas nesta seleção final e a forma como se apresenta a informação é uma constante também no trabalho vencedor da menção honrosa “Desafios ao atendimento sanitário”: “La cara detrás del dato: vacunación en México. ‘Para mí, la mejor vacuna del mundo es la que me pongan’”.

Para Gabriela Warkentin, o formato deste trabalho de El País – edição América é “maravilhoso” e aproveita muito bem os recursos informativos, contribuindo com relatos em áudio à história que não está escrita, já que o trabalho não tem textos largos. Segundo a jornalista mexicana, ainda que conhecer sobre essa história neste momento da pandemia faz com que o trabalho fique “ultrapassado no tempo”, não é um ponto negativo, mas uma oportunidade para que a história seja uma ponte para aquele momento naquela parte do México.

Pedro Doria reforçou a potência dos relatos neste trabalho como um de seus pontos fortes, pela capacidade do trabalho de “despertar emoções em função das vozes das pessoas na história”.

Histórias com estratégias válidas para replicar, a partir do jornalismo de soluções

A proteção da mulher, de sua saúde e seu corpo, assim como a defesa de seus direitos sexuais e reprodutivos foram temas reiterados nos trabalhos inscritos no Prêmio Roche 2022. Mas no caso do trabalho jornalístico que ganhou a menção honrosa em Jornalismo de Soluções, “La partería tradicional en Oaxaca, una opción a la violencia obstétrica”, a história oferece além disso a oportunidade de replicar os fatos, por meio do enfoque escolhido, em outras zonas geográficas com o mesmo problema.

Segundo Fabrice Le Lous, assessor para a menção honrosa no Jornalismo de Soluções, ainda há um longo caminho a percorrer pelo jornalismo latinoamericano para aproveitar a metodologia desta forma de cobertura, mas os trabalhos que chegaram à final têm um bom nível para se tornarem referências nesse tipo de abordagem.

“Ao falar de soluções ou ao querer fazer algo pedagógico, é muito fácil cair em vídeos onde o mais importante é o que está escrito, mas em alguns dos trabalhos selecionados a qualidade da imagem e o nível visual eram incríveis, feitos com cuidado e carinho”, disse o jornalista francês-centroamericano.

Le Lous explicou que com este enfoque a solução deve estar clara inclusive desde o título, já que deve ser o “eixo central do trabalho” e é importante que o público possa entender que está a ponto de conhecer uma solução para um problema. Isso se aplica ao trabalho vencedor da menção honrosa, que usou a palavra “opção” no título.

“Desde o título está mostrada a solução com a palavra opção, como uma resposta ao problema que também está descrito no título: a violência obstétrica. Então é um trabalho muito bem feito, onde há muitos dados sobre violência obstétrica, relatos de vítimas, (…) o tema do parto tradicional, a profissionalização dele e a inclusão das parteiras nos hospitais públicos”, assegurou Fabrice Le Lous.

O trabalho se desenvolve no México, onde a prática do parto tradicional está difundida, e mostra uma sistematização desta proposta que busca a profissionalização das parteiras apresentando casos, exemplos, relatos e o impacto dessa solução ante situações de violência.

“O tema exposto (no trabalho vencedor da menção honrosa) é replicável. Alguém pode aprender para saber como funciona e como se desenvolveu inicialmente. Essa condição de replicabilidade é algo fundamental para o jornalismo de soluções e pode ser executado em outros âmbitos”, disse o assessor. “Além disso, é um texto muito bem feito, bem contado a nível narrativo e de dados”, agregou Le Lous.

Perfis dos jurados e assessor das menções honrosas 

Mar Abad (Espanha) – Jornalismo Sonoro: É jornalista e escritora. Diretora editorial e cofundadora do podcast El Extraordinario. Autora de ‘Romanones, una zarzuela del poder en 37 actos’ (Livros do K.O.), ‘Antiguas pero modernas’ (Livros do K.O.), ‘El folletín ilustrado’ (Lunwerg) e ‘De estraperlo a postureo’ (Larousse). Ganhou os seguintes prêmios: Prêmio Archiletras de la Lengua 2022, Prêmio de Jornalismo ForoTransfiere de comunicação científica e tecnológica 2022, Prêmio de Jornalismo Don Quijote 2020, Prêmio Miguel Delibes 2019, Prêmio Internacional de Jornalismo Colombine 2018 e Prêmio de Jornalismo Accenture 2017 na categoria inovação.

Guilherme Alpendre (Brasil) – Jornalismo Sonoro: Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Foi diretor executivo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) entre 2010 e 2017, e trabalhou em diferentes estações de rádio em São Paulo. Além disso, foi diretor executivo do portal Poder360 (2018-2019) antes de assumir o mesmo cargo na Rádio Novelo.

Alejandro Valdez (Paraguai) – Cobertura Diária: É designer, diretor e cofundador de El Surti, meio digital de jornalismo gráfico, pelo qual recebeu o Prêmio Gabo de Inovação e o Global Youth & News Media Prize. Também impulsiona Latinográficas, programa de formação e aprendizagem para potencializar o jornalismo visual na América Latina. Deu workshops, palestras e aulas em eventos e universidades internacionais.

Mariana Varella (Brasil) – Cobertura Diária: Formada em Ciências Sociais e jornalista de saúde. Trabalha como jornalista e editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Além disso, é colunista de VivaBem Uol. Estudante de pós-graduação na faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Gabriela Warkentin (México) – Jornalismo Digital: Comunicadora e acadêmica. Premiada como uma das 50 mulheres mais importantes do México pela revista Forbes, e como uma das 300 líderes do país, segundo a revista Líderes. Foi moderadora do Terceiro Debate Presidencial em 2018. Desde setembro de 2016 é apresentadora do jornal Así las cosas, transmitido pela W Radio. Além disso, tem podcast no El País e é colunista na Reforma.

Pedro Doria (Brasil) – Jornalismo Digital: Jornalista e escritor. Foi editor executivo de O Globo e chefe digital de O Estado de S. Paulo, jornais nos quais atualmente é colunista. É editor y fundador da startup Meio, que já recebeu duas rodadas de investimento e se consolidou como uma das mais importantes e inovadoras do país.

Sobre o Prêmio Roche

O Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde é uma iniciativa da Roche América Latina e da Secretaria Técnica da Fundação Gabo, que busca premiar a excelência e estimular a cobertura jornalística de qualidade de pautas de saúde e ciência na América Latina, integrando sanitário, econômico, político, social, entre outras áreas de investigação do jornalismo.

 

 

 

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