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Conheça os profissionais que vão pré-selecionar o melhor do jornalismo de saúde latinoamericano

julho 28, 2022
Conheça os profissionais que vão pré-selecionar o melhor do jornalismo de saúde latinoamericano

Já está em andamento a primeira etapa de avaliação dos trabalhos inscritos na décima edição do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde, nas categorias Jornalismo Digital, Jornalismo Sonoro e Cobertura Diária. Foram inscritos 701 trabalhos neste ano durante o período de inscrições, de 28 de março a 27 de junho.

Passada a avaliação técnica, feita pela equipe da Fundação Gabo (através de sua Secretaria Técnica), 547 trabalhos jornalísticos seguem na disputa por estarem dentro das regras da premiação. Os trabalhos estão sendo revisados por quinze jornalistas ibero-americanos que formam o préjurado da décima edição e que vão pré-selecionar, baseados nos critérios de avaliação estabelecidos, as inscrições que passarão à etapa final.

Assim sendo, 343 trabalhos jornalísticos continuam na disputa do Prêmio Roche na categoria Jornalismo Digital, 112 estão sendo avaliados em Cobertura Diária e 92 em Jornalismo Sonoro. A atual etapa de avaliação termina dia 24 de agosto de 2022.

Conheça os perfis dos integrantes do préjurado deste ano:

Eduardo Quintana (Paraguai)

Jornalista e divulgador científico. Atualmente é diretor executivo de Ciencia del Sur, onde até o início de 2022 era repórter. Estudou filosofia na Universidad Nacional de Asunción (UNA) e fez parte do programa de Jovens Pesquisadores da UNA.

Apresentou os programas de rádio El Laboratorio, com temática científica (Ñandutí), e ÁgoraRafio de filosofia (Ondas Ayvu). Trabalhou no jornal ABC Color. Tem cinco livros publicados. Em 2018 foi bolsista do governo dos EUA no workshop de jornalismo científico avançado Jack F. Ealy, na Califórnia. No mesmo ano recebeu a bolsa International Journalist at Falling Walls, em Berlim, na Alemanha. Em 2021 liderou o prêmio GNI Startups Lab Hispanoamérica, do Google News Initiative e SembraMedia. Foi coordenador geral do primeiro Festival Internacional da Ciência do Paraguai, em 2022.

Leo Lagos (Uruguai)

É editor de Ciência do jornal La Diaria, do Uruguai. Dedica-se à divulgação da ciência em diferentes formatos, elaborando roteiros e fazendo programas de televisão, como ‘Superhéroes de la Física’ ou ‘Paleodetectives’ (transmitidos pela Televisão Nacional Pública do Uruguai e pelas plataformas do Plan Ceibal), séries na internet como ‘Mañana es Tarde’ e participou na construção dos roteiros das séries ‘Crónica Animal’ e ‘Mundo Inquieto’. Participou como avaliador independente da ANII (Agência Nacional de Inovação e Investigação) do Comitê de Popularização de Ciência e Tecnologia.

Fora do âmbito da ciência, é músico na banda The Supersónicos, participou de programas de rádio e televisão como Justicia Infinita, Los Informantes e Reporte Descomunal, e é autor dos livros ‘Quiero Puré’ e dos livros infantis ‘Tik, el dinosaurio que cantaba rock’ e ‘Monforte, el gliptodonte’.

Liz Gascón (Venezuela)

Jornalista, formada pela Universdad Fermín Toro. Começou no jornalismo em um dos jornais mais antigos da Venezuela, que parou de circular sua edição impressa pela escassez de papel-jornal no país em 2014. Em 2018 começou e segue até hoje como correspondente de El Pitazo, meio venezuelano digital que combate a censura, a opacidade oficial e os bloqueios a sites pelo Estado venezuelano.

Participou dos projetos jornalísticos ‘Mujeres en la Vitrina’, vencedor do Prêmio Gabo 2019 na categoria Inovação; ‘Generación del hambre’, vencedor do Prêmio Ortega y Gasset 2019 na categoria melhor cobertura multimídia; ‘Fraude Vertical’, segundo lugar do Prêmio de Jornalismo 2020 de Investigação do Instituto Prensa y Sociedad (Ipys) e ‘Voces del desamparo’, menção honrosa no Prêmio SIP 2019. Foi produtora do podcast ‘Condenado a morir de tuberculosis’, vencedor do Prêmio Roche 2020 na categoria Jornalismo Sonoro.

Eva Caballero Domínguez (Espanha)

Formada em Ciências da Informação, com ênfase em jornalismo, pela Universidad del País Vasco – UPV-EHU. Especialista universitária em comunicação da ciência pela Universidad Pública de Navarra – UPNA.

Dirige desde 2010 na Rádio Euskadi (EITB Media) o programa de divulgação científica La mecánica del caracol. Ganhou os seguintes prêmios: Prêmio Tecnalia de Periodismo, Investigación e Innovación Tecnológica, seção Rádio. Prêmio ao melhor profissional de rádio pela sua difusão da enfermaria – Grupo INVESTEN, Instituto de Salud Carlos III. Prêmio de jornalismo de medicina personalizada e de precisão – Fundación Instituto Roche. Prêmio Periodismo Vasco, categoria jornalismo ambiental.

Wilfredo Miranda Aburto (Nicarágua)

É jornalista independente. Cofundador do meio Divergentes, onde também é coordenador editorial. É colaborador do jornal espanhol El País, do britânico The Guardian e colunista no The Washington Post, em espanhol.

Trabalhou no jornal digital Confidencial e no programa de televisão Esta Semana. Suas investigações jornalísticas lhe renderam vários prêmios, entre eles o Ortega y Gasset (2022), o Prêmio Iberoamericano de Jornalismo Rey de España (2018), o Prêmio Nacional de Excelencia Jornalística Pedro Joaquín Chamorro em seis ocasiões, o Prêmio de Jornalismo da Universidad de Chile de Periodismo Diego Portales em 2016, Menção Honrosa na Conferencia Latinoamericana de Investigación em 2016, entre outros. Atualmente está exilado na Costa Rica pela perseguição sofrida pela ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo.

Félix Riaño (Colômbia)

É podcaster e locutor. Comunicador Social pela Universidad Javeriana, estudou ProTools na Universidade Nacional da Colômbia e Gestão de Projetos Musicais pela Sergio Arboleda.

É autor do livro ‘Todo Sobre Pódcast’ e vencedor de dois prêmios Latin Podcast Awards e do Premio Nacional de Periodismo CPB. Além disso, é instrutor de podcast no El Tiempo e no Platzi. Atualmente é diretor da Caracol Podcast, na Prisa Media.

Glenda Girón (El Salvador)

Jornalista com 20 anos de experiência. Desde 2009 é editora na La Prensa Gráfica. Em 2022 ganhou o prêmio nacional Europa Cooper, em imprensa escrita, e recebeu menção em podcast. Em 2021 foi nomeada ao Prêmio Gabo e seu trabalho ‘Comunidades intoxicadas’ foi escolhido como uma das 10 melhores coberturas jornalísticas da América Latina.

Editou e coordenou o trabalho que, em 2020, ganhou o Prêmio de Excelência Jornalística da Sociedad Interamericana de Prensa na categoria Jornalismo de Profundidade. Em 2019 foi bolsista da Bertha Foundation, com sede no Reino Unido; prêmio Lorenzo Natali, entregue pela União Europeia, e menção honrosa no Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde. É, desde 2017, membro destacada da comunidade CONNECTAS. Seus trabalhos foram publicados em Plaza Pública, da Guatemala; El Espectador, da Colômbia; blog latinoamericano Nueva Sociedad; El Diario.es, da Espanha, entre outros

Amanda Marton Ramaciotti (Chile/Brasil)

É jornalista. Em 2021 ganhou o Prêmio Suramericano de Periodismo sobre Migración (OIM) e o Prêmio Periodismo Sin Etiquetas (Acnur). Em 2022 foi bolsista da Oxfam e Fundação Gabo para investigar e contar a desigualdade na distribuição de trabalhos de cuidado e suas implicações socioeconômicas na América Latina e Caribe.

Colaborou com os meios Plataforma Urbana e Revista Enfoque (Chile), assim como com a agência Innata Media e a Fundación Mujer Impacta. Trabalhou como correspondente para Jornalistas Livres, Rádio Bandeirantes, Band News e TV Cultura (Brasil). Foi repórter na seção Internacional do jornal El Mercusio (Chile). Hoje é coordenadora editorial do meio digital The Clinic.

Tania L. Montalvo (México)

É jornalista, formada em Jornalismo e Meios de Informação pela Tecnológico de Monterrey. Subdiretora do meio digital mexicano Animal Político desde 2017. Coordenadora editorial da reportagem ´La Estafa Maestra’, vencedora do Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Iberoamericano; do Nacional de Jornalismo (México) e finalista do Prêmio Gabo. Também encabeçou o projeto Verificado 2018, iniciativa vencedora do Online Journalism Award 2018 e do 2018 Digital Media Award.

É coautora do livro ‘Futuro imperfecto: ¿Hacia dónde va el periodismo?’ e do livro ‘Ayotzinapa, La Travesía de las Tortugas’. Autora de ‘NarcoData: una radiografía del crimen organizado en México’, projeto no qual juntou e analisou dados de 40 anos de narcotráfico. É integrante do grupo de trabalho global sobre a sustentabilidade do jornalismo do Foro sobre Información y Democracia, que criou o relatório ‘Un nuevo pacto para el periodismo’.

Priscila Pacheco (Brasil)

É cofundadora e ex-subdiretora de Mural – Agência de Jornalismo das Periferias. Atualmente trabalha como fact checker. Como freelance, fez reportagens para o site polonês Outride.rs, para a revista estadunidense AARP e para Vice Brasil.

Foi jornalista visitante em Muckrock, organização especializada em direito de acesso à informação, em Boston (EUA). Foi uma das jornalistas selecionadas para participar da formação em jornalismo de soluções da Fundação Gabo. É autora do ‘HQ Minas da Várzea’ e coautora do livro ‘Unbias the news: porque a diversidade é importante para o jornalismo´. Ganhou o prêmio CFJ (International Center for Journalists) na categoria saúde em 2021.

Sarah Azoubel (Brasil)

É doutora em biologia e especialista em jornalismo científico. É coapresentadora e produtora do podcast 37 Graus, que analisa mistérios sobre o mundo que nos rodeia.

É cofundadora do site Cochicho, que reúne materiais de apoio para quem faz podcasts narrativos. Vencedora do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2021, na categoria Cobertura Diária pelo trabalho ‘Epidemia’.

Nicolás Bustamante Hernández (Colômbia)

É jornalista científico. Durante oito anos trabalhou no jornal El Tiempo, onde ajudou a conceber e desenvolver a seção de ciência. Antes, foi jornalista da revista Carrusel. Em 2019 ganhou uma bolsa para participar da Reunión Anual de la Asociación Americana para el Avance de la Ciencia, em 2020. Depois disso, começou a colaborar para o meio internacional de notícias ambientais Mongabay.com. Desde abril de 2021 trabalha como jornalista independente, ocasionalmente escrevendo para El Tiempo e apresenta o podcast Ciencia Viral. Atualmente atua como jornalista na Facultad de Ciencias de la Universidad de los Andes, em Bogotá.

Ganhou vários prêmios de jornalismo nacionais e internacionais, e seu trabalho inspirou um projeto de lei no Congresso da Colômbia para proteger os ecossistemas de cavernas do país. Isso foi possível graças à ‘Colombia Subterránea’, um especial multimídia de exploração espeleológica, de sua autoria, para criar consciência sobre a importância desses lugares desconhecidos. A iniciativa legislativa foi aceita por unanimidade nos quatro debates para ser aprovada e atualmente aguarda a assinatura do Presidente da República para entrar em vigor.

Rudy Jordán Espejo (Peru)

É jornalista especializado em formatos audiovisuais. Tem mais de 15 anos de experiência na criação de conteúdos e trabalhou para meios peruanos como o jornal El Comercio e América Televisión. Colaborou para meios estrangeiros como CCTV, da China, e RT, da Rússia, e foi correspondente no Peru do canal iraniano HispanTV. Atualmente é colaborador do site de investigação IDL-Reporteros.

Em 2021 ganhou o Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde na categoria Jornalismo Audiovisual pelo documentário ‘COVID-19: 100 días de la pandemia del coronavirus’, feito com a equipe do jornal El Comercio. Graças a ele, conseguiu uma bolsa para estudar um mestrado em Escritura Criativa na Universidad Católica de Lima. Também trabalhou em outros documentários, como ‘Justicia de Papel’, ‘Nueve días sin Fidel’ e ‘Sobreviví al Holocausto’, que foram finalistas em prêmios de jornalismo e reconhecidos em festivais. Além disso, reportagens como ‘Héroes anónimos’ fomentaram a doação de órgãos.

Cecilia Rosen (México)

É pesquisadora, professora e jornalista especializada em ciência, tecnologia, inovação, saúde e meio ambiente, com 15 anos de experiencia. Em 2018 formou-se doutora em Ciências Sociais pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO). É mestra em Comunicação da Ciência pela Imperial College de Londres e formada em Ciências da Comunicação pela Universidad Autónoma de México – UNAM. Desde 2020 faz parte do Sistema Nacional de Investigadores (SNI). Em 2018 coordenou a série radiofônica ‘Hábitat Ciencia’, paga pela CONACYT do México.

Colaborou para diversos meios, como TV UNAM, Radio Educación, Chilango, Canal 22, Milenio, IMER, ‘¿Cómo ves?’, Nature News, Science for Development Network (SciDev.Net), Letras Libres, Revista de la Universidad, entre outros. De 2007 a 2009 foi subeditora e repórter de ciência no jornal Reforma. Deu aulas para graduação e pós-graduação em diversas instituições de educação superior no México e na Argentina. É membro fundadora da Red Mexicana de Periodistas de Ciencia (RedMPC). Desde novembro de 2019 coordena as atividades de comunicação do Instituto de Fisiología Celular da UNAM e é professora de divulgação e jornalismo em diversas instituições de educação superior.

Alejandro Millán (Colômbia)

Começou a carreira no jornal El Colombiano, de Medellín. Em 2010 foi para Buenos Aires, Argentina, onde trabalhou para vários meios locais. Em 2011 viajou para Los Angeles, onde trabalhou para diversos meios, como El Mercurio, do Chile, e El Espectador, da Colômbia. Em 2013 se uniu à equipe da BBC em Londres. Desde então cobriu distintos temas que afetam a América Latina.

Em 2015 viajou para Porto Rico para falar com uma família de albinos que por causa de sua doença e que acabaram trancados em casa, trabalho que ganhou menção honrosa no Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2016. Em 2017 viajou para a região do Tapón del Darién, uma das mais inóspitas do continente, e em 2018 teve a oportunidade de acompanhar mulheres indígenas transgênero que vivem no município colombiano de Santuario. Em 2021 foi finalista do Prêmio Roche na categoria Cobertura Diária com o trabalho ‘Se van a morir a sus casas porque no tenemos camas: la desesperada situación que se vive en la región peruana de Loreto por el covid-19’.

O apoio da medicina e da ciência

Este ano, assim como nos anteriores, o Prêmio Roche conta com um assessor médico para garantir o rigor científico e o tratamento apropriado dos temas de todos os trabalhos que chegam aos pré-jurados.

O trabalho deste especialista continua na fase seguinte de avaliação e seleção, como apoio aos jurados de cada categoria da décima edição, para identificar os trabalhos com menções honrosas, finalistas e vencedores.

Conheça o perfil do Mauricio Gonzalez (México/EUA), assessor deste ano:

Mauricio Gonzalez, asesor médico Premio Roche 2022.

Médico especializado em medicina interna e urgências, residente em Nova York, que tratou pacientes com COVID-19 durante a pandemia. Frequentemente citado em meios de comunicação, aproveitou o poder da mídia e das redes sociais para desmentir mitos sobre a ciência e apresentar dados científicos.

Colabora para meios como CNN, Telemundo, Televisa, Univision e já foi destaque em Forbes, The Today Show, People Magazine, InStyle, GQ México, entre outros.

É conhecido como Dr. Mau nas redes sociais, onde alcança diariamente milhões de seguidores, promovendo práticas saudáveis e tornando mais próximo e acessível o conhecimento médico e científico. É fundador junto com sua esposa Mayte Moncada de Veggie Power Summit, conferência médica de nutrição. O evento já teve seis edições.

A avaliação e seleção final

Finalizado o trabalho desta equipe, com a apresentação dos trabalhos inscritos, começa a etapa de avaliação e seleção pelo jurado. Vamos apresentar mais para frente os perfis desse grupo de profissionais que vai escolher 3 finalistas por categoria e, entre eles, o vencedor de cada uma.

Dentro deste grupo também estará o assessor que vai selecionar o trabalho com melhor enfoque em jornalismo de soluções e que vai receber uma menção honrosa. Vale ressaltar que os jurados de cada categoria também vão escolher os autores que vão receber as menções honrosas para o tema ‘Desafios para o atendimento de saúde’.

Os vencedores da décima edição do Prêmio Roche serão anunciados em novembro durante a cerimônia final, que será realizada em Cartagena (Colômbia) e que será transmitida pelo YouTube e Facebook Live da Fundação Gabo.

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