Já sabemos os finalistas da nona edição do Prêmio Roche! Conheça-os

Anúncio dos finalistas do Prêmio Roche 2021.

O cronograma do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2021 avança e estamos a apenas um mês de saber quem serão os vencedores das categorias Jornalismo Escrito, Jornalismo Audiovisual e Cobertura Diária. Após as sessões virtuais de julgamento, já temos os 9 trabalhos finalistas, dos quais sairão os vencedores de cada uma das 3 categorias do Prêmio.

Nessas sessões também foram escolhidos os trabalhos que vão receber as menções honrosas em Acesso à Saúde, Jornalismo de Soluções e Cobertura Jornalística da COVID-19. Os trabalhos que receberão esses reconhecimentos serão anunciados durante a cerimônia de premiação virtual no dia 28 de outubro.

O jurado foi composto por 8 jornalistas da América Latina, que avaliaram 23 trabalhos de Jornalismo Audiovisual, 23 de Cobertura Diária e 37 de Jornalismo Escrito, que chegaram a essa etapa final depois da pré-seleção feita pelo pré-jurado deste ano, composto por outros 12 jornalistas da região. Além disso, o processo teve inicialmente uma rodada de avaliação técnica, feita pela equipe da Fundação Gabo, que verificou o cumprimento das Regras do Prêmio nas 611 inscrições recebidas.

Todo o processo de avaliação e seleção foi acompanhado pelo assessor médico da nona edição do Prêmio Roche: Daniel Nogueira, jornalista de temas médicos para diversos canais de televisão.

Conheça agora os nomes dos trabalhos finalistas na nona edição e seus autores:

Finalistas na categoria Jornalismo Escrito

O jurado foi formado por Sabrina Duque, jornalista, editora e tradutora, e Bernardo Esteves, jornalista de ciência e meio ambiente e pesquisador, com a assessoria médica do doutor Daniel Nogueira.

Eles escolheram os seguintes finalistas entre os 325 trabalhos inscritos:

‘Así se oculta la muerte por la COVID-19 en Nicaragua’
Wilfredo Ernesto Miranda Aburto e Maynor Salazar.
Meios: Divergentes e Connectas (Nicarágua e Colombia)

Conceito do jurado: A equipe jornalística demonstra grande valentia e compromisso com o ofício ao investigar um tema que o Estado quer ocultar, virtude que encarna a grande vocação do jornalismo. Ao mesmo tempo, revela a coragem dos profissionais da saúde que são reprimidos pelo governo por se atreverem a informar a população sobre a verdadeira situação da pandemia no país.

A enorme investigação realizada em circunstâncias tão difíceis se beneficia de uma narrativa feita com grande maestria. O trabalho revela a vulnerabilidade de uma população que deveria ser protegida pelo sistema público de saúde, mas que acaba mais exposta ao contágio devido à política de ocultar a pandemia.

Veja o trabalho

‘Huir Migrar Parir’
María Laura Chang Lombardi, Jordy Meléndez, Ana Cristina Basantes, Laura Cruz, Erick Lezama, Raylí Luján, Albor Rodríguez, Juan Camilo Maldonado, Elizabeth Otálvaro, Isabela Ponce, Héctor Torres, José María León, Martha Viaña Pulido e Paula Thomas.
Meio: Distintas Latitudes, GK, Mutante y La Vida de Nos (México, Ecuador, Colombia y Venezuela)

Conceito do jurado: O jurado destaca a complexidade logística que um projeto desta dimensão implica, com grande diversidade geográfica, autores espalhados por diversas regiões, e que são de diferentes veículos de comunicação. Este trabalho tem a ambição de contar uma história, e não buscar o protagonismo para só um meio de comunicação.

É um relato sensível e novo, com excelente narrativa, que prende e surpreende ao contar a história dos mais vulneráveis e revelar um caso de violação de direitos humanos pouco explorado.

Para o jurado, com esta série, torna-se visível o geralmente invisível trabalho da edição, pois consegue unificar estilos dentro de uma ampla equipe de autores e manter a qualidade narrativa em cada uma das partes do trabalho.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 / Parte 4

‘Dependências – fé, poder e dinheiro no tratamento do uso abusivo de drogas no Nordeste do Brasil’
Alice Cristiny Ferreira de Souza, Fernanda Santana, Thiago Santos, Luane Ferraz, Camila Queiroz, Luiz Felipe Libório, Bruno Vinícius, Gabriella Leal e Quihoma Isaac.
Meio: Agência Retruco (Brasil)

Conceito do jurado: Para o jurado, a grande virtude desta série é a união dos dados com a qualidade narrativa. De mesma forma, ainda que se trate de um texto local, sobre o Brasil, permite refletir sobre a situação contada e seu efeito em toda a região. Também se destaca o nível de detalhe, profundidade e qualidade da investigação alcançada pelos autores, que focaram em um tema pouco explorado no país.

O jurado ressalta a capacidade deste trabalho em visibilizar uma problemática de saúde pública mal administrada pelas autoridades.

Também observam que a investigação feita pela equipe de autores se beneficia de uma apresentação gráfica que ajuda a audiência a assimilar melhor a abundância de dados presentes no texto.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Parte 5 / Parte 6 / Parte 7 / Parte 8 / Parte 9 / Parte 10

Finalistas na categoria Jornalismo Audiovisual

O jurado desta categoria foi formado por Caio Cavechini, jornalista e documentarista, e Tamoa Calzadilla, jornalista investigadora, que tiveram a assessoria médica do doutor Daniel Nogueira.

Eles escolheram os seguintes finalistas entre os 157 trabalhos inscritos:

‘No epicentro’
Gilberto Scofield Jr., Natalia Leal, Vinicius Sueiro, Tiago Maranhão, Rodrigo Menegat, Alberto Cairo, Marco Tulio Pires e Simon Rogers.
Meio: Agência Lupa (Brasil)

Conceito do jurado: Este trabalho se comunica bem com o público a partir da criatividade e simplicidade com a qual informa, e por isso tem uma forma extraordinária de gerar simpatia pelo impacto mortal da pandemia da COVID-19 na população, mediante uma excelente visualização de dados.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

‘COVID-19: 100 días de la pandemia del coronavirus’
Rudy Jordán, Óscar Ramírez, Luis Jacobo, Carlos Hidalgo, José Manuel Romero, Carls Mayo, Antonio Álvarez, Soine Díaz e Bryan Albornoz. 
Meio: Diario El Comercio (Peru)

Conceito do jurado: O jurado reconhece o trabalho da apuração na rua desde o primeiro momento da pandemia – fazendo um registro histórico da situação -, a proximidade com os fatos e com as necessidades da população, assim como a capacidade de contextualizar e contrastar as decisões do Estado com a realidade e expô-las.

O trabalho não se contenta só com mostrar imagens impactantes, mas também aponta responsáveis e consegue mostrar como aqueles que em um momento foram aplaudidos como heróis (policiais e médicos) se converteram em vítimas por políticas de Estado equivocadas.

Veja o trabalho

‘Los derechos no se aíslan’
Nicole Martin, Carla Nudel, Samantha Leguizamon, Nathalia Restrepo e Sonia Tessa.
Conheça outros membros desta equipe
Meio: Chicas Poderosas (Argentina)

Conceito do jurado: O jurado reconhece o trabalho de campo e colaborativo elaborado neste trabalho, que permitiu a visibilização do problema de certas populações antes da pandemia e que se acentuaram com ela.

O trabalho oferece formatos audiovisuais diferentes para conseguir uma proximidade com o público que precisa dessa informação.

Veja o trabalho

Finalistas na categoria Cobertura Diária

As histórias desta categoria foram avaliadas por Laura Weffer, repórter e jornalista investigativa, e Carol Pires, jornalista e roteirista, com o acompanhamento do doutor Daniel Nogueira, assessor médico da nona edição.

O jurado escolheu os seguintes finalistas entre os 129 trabalhos inscritos:

‘Epidemia’
Sarah Azoubel e Beatriz Guimarães.
Meios: 37 Graus e Folha de S.Paulo (Brasil)

Conceito do jurado: O jurado destaca a sofisticação na produção, investigação, edição e desenho sonoro deste trabalho. A opção pelo formato podcast o faz ser uma novidade e acessível em um momento no qual a informação rigorosa, minuciosa e confiável é mais importante do que nunca.

O desafio de reportar, entender e visibilizar os efeitos de duas pandemias: a da zika, que começou em 2015, mas que ainda faz estragos na população, e a da COVID-19, faz com que os sete episódios nos mostrem um olhar global por meio de uma narração pessoal.

É especialmente meritória a dedicação das jornalistas em oferecer um produto completo, que cumpre com os altos padrões jornalísticos, de cobertura científica e de sensibilidade social.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

‘Especial Covid-19’
Alejandra Gutiérrez Valdizán, Carmen Quintela Babío, Maritza Ponciano, Ángel Mazariegos Rivas, José David López Vicente, Melisa Rabanales, Alejandro García, Julio Serrano Echeverría e Lucía Reinoso.
Meio: Agencia Ocote (Guatemala)

Conceito do jurado: Um trabalho minucioso e transversal que cobre, desde a Guatemala, o que ocorreu em grande parte da América Latina com a COVID-19. O uso de diferentes narrativas e plataformas reflete o interesse genuíno de que a informação alcance o maior número de pessoas possível.

A concepção e desenho dos temas é novo e abarca mais do que um simples olhar sobre o dia a dia. A multiplicidade de autores oferece diferentes olhares e vozes que contam a realidade. As alianças são outro ponto a favor. O trabalho colaborativo em meio de circunstâncias tão adversas é realmente significativo e diferenciado.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

‘”Se van a morir a sus casas porque no tenemos camas”: la desesperada situación que se vive en la región peruana de Loreto por el covid-19’
Alejandro Millán.
Meio: BBC Mundo – América Latina (Colombia)

Conceito do jurado: Um trabalho completo, escrito com o equilíbrio apropriado entre a necessidade do dado científico e exato e a sensibilidade para que não seja um relato despersonalizado. Os olhares, desde Brasil, Equador, Peru e México, compõem um bom retrato da situação em grande parte da América Latina.

Colocar o foco no Amazonas é um aporte determinante na decisão do jurado, pois permite observar como a pandemia afetou essas comunidades tão vulneráveis e desprotegidas, e como a doença chegou pelo rio, que, por sua vez, para essas comunidades, é vida.

Veja o trabalho: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

Anúncio dos vencedores

Os vencedores nas 3 categorias, assim como os autores dos trabalhos que vão receber as menções honrosas em Jornalismo de Soluções e Cobertura Jornalística da COVID-19, serão anunciados em uma cerimônia virtual em 28 de outubro.

Vale ressaltar que os vencedores vão receber como prêmio, pela primeira vez na história da premiação, uma bolsa para formação acadêmica de até $5.000 dólares (menos taxas bancárias), mais um troféu e um certificado.

Os finalistas, por sua vez, vão receber um certificado e uma medalha. Aqueles que ganhem menções honrosas também serão agraciados com um certificado.

Sobre o Prêmio Roche

O Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde é uma iniciativa da Roche América Latina com a Secretaria Técnica da Fundação Gabo, que fomenta a excelência jornalística na cobertura de temas de saúde na América Latina.

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