Por que esses três trabalhos venceram o Prêmio Roche na categoria Jornalismo Escrito?

Periodismo Escrito

Dos 616 trabalhos inscritos na categoria Jornalismo Escrito ao longo das três edições desse estilo nos últimos seis anos, três foram premiados como os melhores do continente.

Uma vez mais, em 2019 o Prêmio Roche vai premiar o melhor texto em espanhol ou português publicado em qualquer meio impresso ou digital da América Latina (entre 1º de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2018) e que toque um dos seguintes temas:

– Inovação em cuidados da saúde

– Biotecnologia em saúde
– Acesso a cuidados de saúde
– Pesquisa e desenvolvimento em temas de saúde

– Regulação e políticas públicas de saúde

– Oncologia

Inscreva seu trabalho se você quer ser o próximo vencedor do Premio Roche de jornalismo em saúde na categoria de Jornalismo Escrito ou Televisão e Vídeo.

Os três trabalhos vencedores na categoria Jornalismo Escrito possuem várias características que renderam elogios por parte dos jurados: profundidade na investigação, rigor e variedade de fontes.

A seguir mostramos os três trabalhos e os atributos que fizeram deles vencedores.

Vencedor 2013

Longevidade para todos?’ é uma série de reportagens publicada na Revista do Correio do jornal brasileiro Correio Braziliense, dedicada à luta pela longevidade das pessoas que vivem com doenças genéticas e que aborda diferentes temas, como os tratamentos, a luta judicial contra o sistema, os cuidados paliativos e as perspectivas de especialistas, pacientes e associações.

O jurado também destacou este trabalho da jornalista Flávia Duarte pela sua profundidade, rigor, variedade de fontes e originalidade.

Vencedor 2015

Dor em dobro’ é uma investigação sobre o serviço de aborto legal na rede de saúde pública brasileira e as dificuldades das mulheres para conseguir acesso a esse direito. Durante seis meses consultaram cerca de 40 fontes e descobriram que, ainda que se trata de um direito garantido por lei para as mulheres que precisam interromper uma gestação dentro dos parâmetros legais, na maioria das vezes o aborto lhes é negado por questões morais ou religiosas.

As razões pelas quais este trabalho, publicado pela Agencia Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo do Brasil e escrito pelas jornalistas Gabriela Sá Pessoa e Natacha Cortez, recebeu o prêmio, foram: seu caráter de denúncia, sua investigação rigorosa, o fato de ter abordado um problema de saúde pública, relevante e pouco discutido em muitos países da América Latina e por utilizar diversidade de fontes e variedade de histórias que dão uma faceta humana ao problema.

Vencedor 2017

Recusas da FAB impedem transplantes de 153 órgãos’ é uma série de reportagens que revelou que estavam deixando de fazer transplantes no Brasil porque a Forca Aérea Brasileira (FAB) se negava a transportar órgãos disponíveis em diferentes centros de saúde no país.

O jurado reconheceu este trabalho do jornalista Vinicius Sassine pela investigação realizada com várias fontes e dados e pela sua atitude de denúncia. Destacou-se, entre outros, por fazer uma crítica sobre um tema da saúde que impacta outros contextos – neste caso, jurídicos, políticos, éticos e humanos – e sustentá-la com uma sólida evidência científica.

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