Reportagem venezuelana vence o Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde na categoria Internet

marianela balbi

O trabalho Huérfanos de la salud, uma colaboração entre dois veículos venezuelanos, é o vencedor do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde na categoria Internet.

A série multimídia é resultado de investigação feita por uma equipe de 40 colaboradores e que avalia o desempenho dos serviços médicos estatais na Venezuela para garantir o direito à saúde infantil. Realizado sob a direção editorial de David González Travieso, o trabalho foi publicado em Ipys Venezuela e em El Pitazo e escolhido como o vencedor entre 360 concorrentes de toda a América Latina.

Conheça aqui o trabalho vencedor     

O jurado da categoria Internet do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde foi formado por Cilene Pereira, jornalista do Jornal do Brasil, Jornal O Globo, O Estado de S. Paulo e editora e redatora de Istoé; Nora Bär, editora e colunista de Ciência e Saúde do jornal argentino La Nación e presidenta da Red Argentina de Periodismo Científico; e Juan Valentín Fernández de la Gala, assessor médico formado em medicina, especialista em antropologia forense e autor da tese Médicos e a Medicina na obra de García Márquez.

O júri escolheu o trabalho dos venezuelanos como vencedor por se tratar de “uma produção que se sobressai, que combina uma amplitude e profundidade incomuns”. Também acrescentaram que em seis capítulos rigorosamente investigados, Huérfanos de la salud “traça um mapa detalhado da realidade venezuelana em relação à saúde infantil sem deixar de lado o âmbito pessoal do tema através de histórias muito bem contadas”. Para finalizar, destacou o trabalho em equipe, uma vez que a reportagem é resultado de um esforço coordenado entre 40 jornalistas.

Na categoria Internet também foram escolhidos como finalistas Vivendo a Morte, do Brasil, e Los niños chupadores de Paraguaipoa, da Colômbia. O jurado deu menção honrosa no tema de “Acesso a cuidados da saúde” para Luta pela vida, reforço da desigualdade ou gasto desenfreado? A difícil equação da judicialização de saúde, também do Brasil.

Sobre o autor

David González Travieso

Jornalista da Universidad Católica Andrés Bello. Como coordenador do Programa de Jornalismo de Investigação do Instituto Prensa y Sociedad Venezuela, foi diretor editorial do projeto “Huérfanos de la Salud” e da equipe de 39 colaboradores. Foi chefe da unidade de investigação do jornal El Nacional, onde coordenou o suplemento dominical Siete Días e a seção de fatos e regiões. Atualmente forma parte da Mesa Editorial de Connectas e é professor de Estudos Avançados de Jornalismo da Universidad Católica Andrés Bello e El Nacional. Foi repórter de fontes militar, judicial e de eventos. Formou parte da equipe que escreveu uma série de trabalhos sobre as relações entre Venezuela e Irã, que figuraram entre as finalistas do Premio Latinoamericano de Periodismo de Investigación do Instituto Prensa y Sociedad de 2012. Na Venezuela, essa série de reportagens ficou em segundo lugar no Concurso Nacional de Reportajes de Investigación da mesma instituição. Recebeu também outros reconhecimentos nacionais e internacionais, com menção especial ao Prêmio Nacional de Jornalismo, ao Prêmio ao Jornalismo para a Mitigação de Riscos da UCV em 2006, ao Prêmio Internacional Wash Award apoiado pela ONU e pelo Instituto de Águas de Estocolmo em 2010 e ao Premio La Pepa ao Jornalismo Jovem em Direitos Humanos dado pelo governo da Espanha em 2010.

A equipe de colaboradores da reportagem vencedora é formada por Clavel Rangel, Cristina González, Armando Altuve, Mariengracia Chirinos, Daniela Alvarado, María Víctoria Fermín, Rayner Peña, Joskar Armas, Oliver González, Armando Coll, Juan Carlos Melián, Gabriela Hernández, María Teresa del Castillo, Francisco Colmenares, Maruja Dagnino, Aura García, César Batiz, Edecio Brito, Carla Betancourt, Alba Perdomo, Ana Carolina Mendoza, Luisana González, Daniel Pabón, Keren Bravo, Andrés Astudillo, Ronny Rodríguez, Gregoria Díaz, Adriana Pérez, Ailyn Hidalgo, Raúl Segovia, Nayrobis Rodríguez, Luis Borrero, Nadeska Noriega, Emmanuel Rivas, Bianile Rivas, Alexander Olvera, Joanly Paiva, Miguel Cardoza e Giovanna Pellicany.

O concurso

Na sexta edição do Prêmio Roche foram inscritos 435 trabalhos provenientes de 19 países: 75 se inscreveram na categoria Rádio e 360 na categoria Internet. O processo de seleção contou primeiro com um comitê técnico, que avaliou se os trabalhos cumpriram com os requisitos pedidos para se inscreveram. Depois, as reportagens foram analisadas por um pré-jurado em uma primeira rodada. Finalmente, um grupo de jurados se reuniu em Cartagena, na Colômbia, para revisar os trabalhos que passaram para a segunda etapa e daí escolheram os finalistas e vencedores. No dia 5 de julho, durante o Roche Press Day, em Cali, na Colômbia, será realizada a cerimônia de premiação dos vencedores.

Além do reconhecimento da comunidade jornalística do continente, os vencedores receberão como prêmio uma bolsa para participar em qualquer um dos workshops da FNPI ou poderão ir ao Festival Gabriel García Márquez de Jornalismo que será realizado de 3 a 5 de outubro de 2018 em Medellín. Todos os finalistas, incluídos os vencedores, foram convidados ao Roche Press Day e receberão um diploma, uma medalha e uma cópia do livro Gabo Periodista.

Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde

O prêmio Roche de Jornalismo em Saúde é uma iniciativa da Roche América Latina e da Secretaria Técnica da FNPI- Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano, que busca reconhecer a excelência e fomentar o trabalho jornalístico de qualidade na cobertura de temas da saúde na América Latina.

Para mais informações, escreva a premioroche@fnpi.org

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