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Se van a morir a sus casas porque no tenemos camas: la desesperada situación que se vive en la región peruana de Loreto por el covid-19

Nos primeiros meses da pandemia da COVID-19, a cidade de Iquitos, no Amazonas peruano, sofreu com severidade os efeitos do novo coronavírus. Decidimos reportar um lugar que não recebia a atenção do mundo: em uma primeira reportagem denunciamos os problemas de acesso à saúde que essas comunidades peruanas estavam enfrentando, e a incapacidade das autoridades de dar resposta ao problema sanitário. A um vídeo de cadáveres empilhados no necrotério e às fotos de enfermeiros recebendo atendimento nos corredores do principal hospital da cidade, uniu-se o relato desconsolado dos médicos que aceitavam que não sabiam contra o que estavam lutando.

Muitos meses depois descobriu-se que o contágio foi tão drástico que Iquitos teria alcançado imunidade de rebanho, segundo vários especialistas que residem na cidade e foram ouvidos pela BBC Mundo.

Este trabalho buscou antecipar e  dar visibilidade à falta de preparo dos sistemas de saúde na América Latina para afrontar esta pandemia. Os médicos alertaram que o vírus estava circulando pelo rio Amazonas com dados estremecedores de contágios não só em Iquitos, mas também em Letícia e Manaus, colocando em risco as comunidades indígenas que haviam passado por pragas no passado que acabaram com culturas inteiras.

Veja o trabajo: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

Autores

Alejandro Germán Millán Valencia

Colombia

Alejandro Germán Millán Valencia

Jornalista / BBC Mundo

Comecei minha carreira no jornal El Colombiano, de Medellín. Em 2010 me mudei para Buenos Aires, na Argentina, onde trabalhei para vários meios locais. Estive na cobertura dos 33 mineiros no Chile. Em 2011 viajei para Los Angeles, onde trabalhei para vários meios como El Mercurio do Chile e El Espectador da Colômbia.

Em 2013 fui incorporado à equipe da BBC em Londres. Desde então cobri diferentes temas que afetam a América Latina. Em 2015 viajei para Porto Rico para falar com uma família de albinos que devido à sua doença ficavam trancados em casa. Em 2017 viajei para a região do Tapón del Darién, uma das mais inóspitas do continente, e em 2018 tive a oportunidade de acompanhar, durante duas semanas, mulheres indígenas transgênero que vivem no município colombiano de Santuario.

Mas a pandemia nos colocou frente a um desafio: buscar histórias sem ter a possibilidade de estar em campo. E isso nos permitiu conhecer as realidades dolorosas de muitas partes do continente. Esse é o desafio: continuar buscando histórias que permitam contar uma região tão complexa, mas também tão rica como a América Latina.

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