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“A abordagem humana ajuda a conscientizar a população sobre determinadas doenças.”

janeiro 16, 2014
“A abordagem humana ajuda a conscientizar a população sobre determinadas doenças.”

Ana María Cuesta
Entrevista com Esther Samperassessora médica do Prêmio Roche de Jornalismo de Saúde, que acompanhou todo o processo de avaliação e seleção dos vencedores do concurso.

Esther Samper é médica e colaboradora da revista Naukas e do jornal El País com o blogue “La doctora Shora”. 

Deve ser dado mais valor ao jornalismo que enfoca os avanços e as investigações científicas? Que tendência encontra nos trabalhos analisados?

Esther Samper: Visa-se mais o lado humano, do paciente. É mais próximo do que tenho visto em países europeus ou no jornalismo anglo-saxônico onde normalmente se dá uma ênfase maior às descobertas científicas. Não se faz um acompanhamento tão próximo do paciente.

Acha que essa “humanização” do jornalismo de saúde é benéfica?

Esther Samper: De um ponto de vista ético, esse enfoque humanístico é altamente recomendado, porque ajuda muito a conscientizar as pessoas sobre determinadas doenças e complementa muito bem o aspecto científico mostrado sobre esses males. É um recurso imprescindível.

O que recomenda aos jornalistas que querem trabalhar em temas de saúde?

Esther Samper: Como se trata de um assunto tão delicado, como a saúde, visto que uma informação jornalística pode vir a influenciar comportamentos, acho que o mais importante é saber quais os médicos especialistas que se deve procurar. Assistir a notícias médicas para formar uma base, absorver muito antes de começar a escrever. Documentar o assunto. Alguém com muita prática tem a vantagem de documentar e elaborar a reportagem com menos esforço; mas alguém com pouca experiência no assunto pode fazer um bom trabalho se esforçar-se por isso.

O que deve ser evitado e o que deve ser feito?

Esther Samper: Não cair no sensacionalismo. Muitas vezes, o sofrimento pessoal ligado à doença pode ser explorado em prol do público; e isso deve ser evitado a todo custo.

Sempre que possível abordar o tema de um ângulo positivo, incluir dicas para a detecção precoce da doença, fazer recomendações sobre o estilo de vida. Ver o lado positivo e levar em conta as dicas que possam ajudar a melhorar a saúde da população em geral.

Para conhecer o regulamento do Prêmio 2014, clicar aqui  

Para inscrever-se no Prêmio, clicar aqui.

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